Desperte o Gigante que Há em Si

Gostaria de louvar a informação que Anthony Robbins apresenta neste livro e partilhar aqui alguns desses pontos.

Desperte o Gigante que Há em Si é um livro de auto-desenvolvimento, extremamente bem escrito e, sobretudo, muito prático, o que inspira o leitor a tomar acção já! Robbins explica porquê que – a esmagadora maioria das vezes-  o gigante interior que vive em nós está adormecido e explica passo a passo o que podemos fazer para o despertar.

Alguns dos pontos abordados são:

  • Conceito de Dor e Prazer

Em que:

Dor = comportamento que queremos suspender

Prazer = comportamento que desejamos implementar como hábito

Basicamente neste capítulo é apresentado porquê que muitas dietas falham ou planos como “deixar de fumar”. Para sermos bem sucedidos temos de mudar a maneira como vemos determinados comportamentos e temos de associar dor ao comportamento que queremos suspender e prazer ao comportamento que desejamos implementar. Apenas fazendo esta mudança de mentalidade em relação aos nossos hábitos, conseguimos mudar o nosso modo de vida e abraçar plenamente as nossas novas rotinas. Por exemplo, no caso de uma dieta: associar dor a não poder comer determinados alimentos só vai fazer com que a dieta falhe. O truque é associar prazer a toda a palete de alimentos saudáveis que se pode escolher para assegurar um estilo de vida saudável e ter em mente que mais do que uma dieta, estamos a investir num modo de vida. O modo de vida em que somos uma pessoa que faz escolhas saudáveis no que toca a alimentação.

  • Crenças

Neste ponto, Robbins explica a força da intensidade emocional e o impacto prático das repetições. Aquilo em que acreditamos é tão forte que o sistema nervoso experimenta algo como real, mesmo que ainda não tenha ocorrido. Por esse motivo, devemos alimentar-nos mentalmente com crenças fortalecedoras. Independentemente do que os outros acreditem ou pensem: “A sociedade pode prever, mas só eu posso determinar o meu destino.”

A neurociência tem vindo a provar como a quebra de padrões limitativos de sentimentos e acções afeta a maneira como nos comportamos (e que foi brilhantemente explicado pela psiquiatra Ihuaku Ndukwe nesta entrevista).

Um dos truques para fortalecer as crenças é repetir até à exaustão. Ou seja, condicionar o novo padrão de pensamento até que seja sistemático. Por, esse motivo, o momento em que fazemos esse tipo de exercício mental é essencial. Tem de ser reforçado nos momentos-chave em que iríamos ceder a velhos comportamentos e acções, reforçando assim a nova mentalidade que queremos incorporar.

  • O Poder das Perguntas

Neste ponto, Robbins pede-nos para termos em consideração o poder das perguntas, ou seja, fazer as perguntas certas que nos levem à solução, que aliviem a dor (associada ao comportamento antigo). O autor desafia-nos a controlar o prazer a longo prazo, colocando as questões certas, porque as perguntas mudam aquilo em que nos concentramos e a forma como nos sentimos. Mudando, consequentemente, os recursos ao nosso dispor e levando-nos a ver soluções.

  • A Força do Vocabulário

A importância do vocabulário do sucesso supremo! A importância de substituir expressões negativas por outras com menos impacto ou hilariantes, nomeadamente ao nível da descrição das emoções e de reforçar emoções positivas com a força das palavras!

Robbins diz que eliminar algumas palavras negativas do nosso vocabulário equivale a deixar de sentir tão intensamente esses estados negativos. Algo que a ciência tem vindo a provar com os diversos estudos levados a cabo a nível da energia e da carga energética que determinadas palavras e sons contêm, nomeadamente no que concerne a doenças e/ou diagnósticos médicos.

  • Plano

“Se não tiver um plano para o prazer, sentirá dor!” Neste capítulo Robbins é particularmente brilhante, pois dá passos práticos para ajudar a agir:

1 – Fazer a lista de coisas que fazem mudar a forma como nos sentimos, aquela lista de tudo o que tem a capacidade de nos fazer feliz, desde as coisas mais simples. Parece desnecessário escrever mesmo a lista, visto que temos ideia na nossa cabeça do que essas coisas são, mas posso garantir – por experiência própria – que fazer a lista e tê-la à mão quando mais precisamos, faz uma enorme diferença na nossa vida e na atitude que queremos ter perante os desafios (e os desafios ao longo desta jornada vão surgir).

2 – Assim que atribuímos um rótulo a uma coisa ou aos outros criamos uma emoção correspondente. O sistema imunitário responde a rótulos e, consequentemente, às palavras. Este ponto está diretamente relacionado com a força do vocabulário e em como o escolher bem as palavras para exprimir a nossa intensidade emocional vai ajudar a maneira como nos sentimos. Robbins menciona também a linguagem sistemática, a maneira como constantemente nos exprimimos connosco próprios ou com os outros e o gigantesco impacto que a melhoria dessa verbalização tem na nossa atitude a longo prazo.

3 – Robbins alerta para o poder das metáforas: como a criação de metáforas fortalecedoras pode ajudar a guiar a nossa vida na direção que pretendemos. Assumir o controlo das metáforas e criar um mundo para nós próprios sobre a maneira como encaramos a vida, usando essas metáforas como guia ao longo de diversas situações.

  • Controlo Emocional

Em seis passos, o controlo emocional descrito por Robbins consiste em:

1 – Identificar o que se sente;

2 – Apreciar as emoções e reconhecer a sua utilidade;

3 – Ser curioso em relação à mensagem que a emoção pretendia transmitir;

4 – Sentir-se confiante em relação ao que se sente, encarar isso como uma lição;

5 – Ter a certeza hoje e no futuro: aprender com essa lição;

6 – Entusiasmar-se e agir: avançar para a mudança!

 

A importância de estarmos conscientes em relação às emoções que temos agora é o que nos vai abrir as portas para a mudança, pois vai-nos dar autoconhecimento e confiança e quando confiantes: tornamo-nos dispostos a arriscar.

  • O Desafio Mental de 10 Dias

Este ponto consiste numa dieta mental que Robbins propõe, em que durante 10 dias não se alimentam pensamentos negativos. Toma-se consciência deles quando eles surgem e – de imediato – se passa para outro pensamento, não nos agarrando a nada que seja negativo. Uma maneira de desenvolver fé, confiança e positivismo é praticar o seu uso.

  • O Desafio Último: o que Uma Só Pessoa Pode Fazer

Neste ponto Robins chama a atenção para algo muito importante que tenho vindo a mencionar ao longo deste blog: a comida! Como aquilo que comemos afeta o nosso estado físico, mental e emocional e como a escolha que fazemos como consumidores – nomeadamente a nível alimentar – tem um impacto direto no mundo. Cada um de nós pode contribuir para a mudança que quer ver no mundo e é responsável por o fazer.

  • Defina os seus Valores

Defina os seus valores, defina as suas regras. Por último, talvez o ponto mais importante de todo o livro é escrevermos os nossos valores, aquilo em que acreditamos, a maneira como queremos viver, os nossos pontos de conduta. Este exercício é extremamente poderoso, não só para o auto-conhecimento, mas – e sobretudo – porque nos ajuda a guiar pela vida e a tomar decisões, pois se tivermos plena consciência dos valores que nos regem em cada momento, não apenas mental, mas podendo lê-los e relê-los e consultá-los; isso irá inspirar-nos e ajudar-nos ao longo de cada momento, nomeadamente durante os desafios! Pegando de novo no exemplo da dieta, se a pessoa tem o objetivo de se sentir mais saudável e confiante e ler diariamente os valores que escreveu relativos à alimentação, tenderá a agir de maneira a ir de encontro a esses valores, pois estará mais consciente e motivada ao longo das escolhas alimentares que se apresentarem durante o dia.

 

Por todos estes motivos Desperte o Gigante que Há em Si é um livro que eu recomendo vivamente, pois – para além de ser inspirador – consegue guiar-nos ao nível de implementação prática de mudanças que se irão refletir benéficas e vantajosas para a nossa vida!

 

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