Curso de Professora de Yoga: início!

O primeiro dia do Curso foi fantástico! Conhecer todas as pessoas, fazer uma revigorante sequência de Yoga logo pela manhã, estar numa ilha paradisíaca junto ao mar e comer refeições vegetarianas deliciosas ao longo do dia. O que mais se pode querer?

O segundo dia foi bastante duro para mim. Senti-me totalmente desprovida de energia, não conseguia manter a concentração, a prática matinal foi muito difícil quer a nível físico, quer a nível mental por me ter confrontado com as minhas próprias limitações e todo o trabalho que tinha/tenho pela frente. Não consegui estar presente nas conversas e nas atividades. No final do dia, em vez de fechar o dia a ignorar e fingir que esse dia não tinha acontecido, decidi realmente olhar para isto: eu estou numa ilha paradisíaca a fazer Yoga.

O que há de errado comigo?

E, depois, percebi que o principal problema era a minha mente e a maneira como estava a encarar as dificuldades – e até a própria maneira de parafrasear o sucedido com “o que há de errado comigo” não estava a ajudar. Então decidi pegar no meu diário, reconhecer o que estava a acontecer, escrever sobre tudo isto e definir como iria ultrapassar. Comprometer-me verdadeiramente em ser a melhor versão possível de mim própria e usar esta chance para o fazer. Encarar a dor, as frustrações, as dificuldades, os músculos doridos (ai tão doridos!) e realmente comprometer-me! Reconheci tudo isto no centro do meu ser e foi como se eu já fosse essa pessoa e começasse a agir como tal. Adormeci com uma sensação de alegria e gratidão e, claro, que o dia seguinte foi bastante melhor. A minha atitude mudou e, como tal, os desafios diários estão a ser encarados de maneira diferente.

Os dias que se seguiram tiveram alguns desafios, mas eu estava muito mais resiliente e capaz de os enfrentar. Eu comprometi-me de alma e coração em todas as atividades e terminei os dias a rir e a nadar com os meus colegas (apesar do horário do curso ser bem intensivo, há sempre tempo para nadar debaixo dum céu repleto de estrelas).

As pessoas com quem estou a partilhar esta experiência são seres de luz, cada um um país em si próprio (como a Katherine dizia em O Paciente Inglês: “Nós somos os verdadeiros países, não as fronteiras desenhadas em mapas com nomes de homens poderosos.”

Numa época em que o Yoga se tornou uma moda global mais do que uma filosofia nobre, é impossível enveredar por estes treinos sem um certo cepticismo sobre o que se vai encontrar. Ao fim de apenas uma semana de um mês de curso, já posso dizer que o Johnny Nasello lidera um treino completo e sério onde não só somos desafiados a ir um milímetro extra cada dia, como as nossas mentes também são desafiadas com a filosofia do Yoga. Estamos a ser ensinados sobre a disciplina de ser mestre da própria mente e atingir estados de conexão superiores de que trata a essência do Yoga, como aliás alguns dos livros que o Johnny requer que leiamos para o curso descrevem (nomeadamente o The Bhagavad Gita).

Eu sei que este mês me vai ajudar a criar o hábito de saúde e bem-estar na minha vida, onde vou tratar o meu corpo com a bondade e o respeito que merece, apoiando o templo da minha alma como primeiro passo para mais estágios de desenvolvimento. De cada vez que a minha mente me tenta enganar, terei estas palavras presentes e voltarei a elas, como voltarei à perseverança inspiradora do Wallace ou do Dusfrene.

E, mais importante, tal como o Johnny descreveu numa das aulas: eu vou desfrutar cada passo da viagem, porque o objetivo não é o destino, mas sim o caminho em si próprio. É como uma dança! E eu vou desfrutar de cada momento!

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