Cimeira da Revolução Alimentar

Este post foi escrito aquando da Cimeira de Revolução Alimentar:

 

Nestes últimos dia decorreu o evento mundial online Food Revolution Summit. Este evento organizado por John & Ocean Robbins, curiosamente, filho e neto do criador da marca de gelados Baskin Robbins, mas que atualmente se dedicam a partilhar informação preciosa para consciencializar as pessoas sobre as escolhas alimentares que fazem e o impacto directo que essas escolhas têm na saúde e bem-estar.

Seria impossível reunir aqui toda a informação que foi discutida com médicos, nutricionistas e cientistas nestes últimos dias, mas saliento alguns dos pontos que me chamaram a atenção:

  • Um dos cardiologistas entrevistados referiu a ironia que é festejarmos cada novo aniversário com festas recheadas de excessos, onde comemos em quantidade e qualidade duvidosa, que são uma antítese do número de anos que desejamos viver em cada celebração. E isto é algo em que vale a pena pensar, para repensarmos hábitos e, até mesmo, tradições e questionarmo-nos porque as perpetuamos e se vale a pena dar-lhes continuidade.
  • Uma das nutricionistas entrevistadas relembrou que se repararmos a bactéria do nosso intestino e a alimentarmos devidamente, ela auto-regenera-se e cuida da saúde intestinal, princípio esse explicado no livro The Microbiome Diet: The Scientifically Proven Way to Restore Your Gut Health and Achieve Permanent Weight Loss do Dr. Raphael Kellman e que já tenho vindo a referir em posts anteriores, como leitura de referência.
  • Foi também, mais uma vez, desmistificado o mito dos lacticínios como única ou principal fonte de cálcio e foi até levantado o véu sobre a possibilidade da osteoporose estar ligada ao excessivo consumo de leite, sendo que ainda estão a decorrer investigações nessa sentido.
  • Foram analisados alguns estudos dos últimos anos sobre a ligação directa entre a saúde intestinal e a saúde cerebral, incluindo doenças como Alzheimer, depressão, performance cognitiva ou humor.
  •  Foi reforçada a importância do exercício físico e do impacto dramático que tem na nossa saúde geral e até na capacidade que terá de gerar mudanças genéticas. Diversos médicos defendem que a nossa genética está inscrita em areia e não em pedra e que são os hábitos que escolhemos tomar que vão definir a sua evolução. Há inclusivamente investigações em curso no sentido de descortinar a possibilidade de as nossas células cerebrais terem a capacidade de continuarem a formar-se e evoluir, quando devidamente estimuladas e alimentadas.
  • Por último, mas não menos importante, foi também referida a realidade do afastamento do poder de escolha sobre diversas famílias devido aos preços e à disponibilidade de produtos saudáveis e à limitação e impacto que isso tem nos seres humanos como indivíduos e como sociedades e a importância de combater essa tendência e exigir novas formas de pensar e cuidar da nossa alimentação.

Foi, sem dúvida, um evento interessante e esclarecedor do interesse de todos os seres humanos que nos direcciona para o conhecimento e em como esse conhecimento é uma arma que temos para tomar as rédeas sobre a nossa saúde e bem-estar e das pessoas que amamos.

A ideia mais importante a retirar é que cada refeição é uma escolha que fazemos. Não foi à toa que o Pai da Medicina, Hipócrates nos deixou a sua sabedoria na forma destas palavras: “Deixem que a comida seja o Vosso remédio e que o Vosso remédio seja a Vossa comida.” Que este post Vos inspire a fazer escolhar saudáveis em cada refeição!

 

 

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