Apetite Emocional

Quando nascemos, um dos primeiros contactos que temos com o mundo e com as nossas mães é através da comida. O acto de comer é para um bébé uma relação dupla de alimento quer dos nutrientes necessários para crescer, quer do lado emocional resplandecendo o bébé com sensações de segurança e amor. Estudos recentes feitos em jovens e crianças demonstraram que o alimento emocional é extremamente importante para o crescimento: físico, intelectual e emocional. Crianças desprovidas de afecto podem não conseguir crescer fisicamente e desenvolver-se tão bem como deveriam. A nossa relação com a comida está profundamente ligada a padrões emocionais, mesmo que nem sempre estejemos conscientes disso.

Porquê que o fazemos?

Fazemo-lo porque a comida tem um impacto directo no nosso sistema, trazendo-nos nutrição quer corporal quer emocional. Portanto, quando estamos stressados ou tristes ou chateados é comum que procuremos conforto na comida. E a maioria das vezes nem sequer estamos conscientes disto, caminhamos simplesmente para o frigorífico e agarramos a primeira coisa que aparece e daí ser tão importante rodearmo-nos de escolhas saudáveis para minimizar os danos (podem ler mais aqui). É também importante que comamos conscientemente e que estejemos verdadeiramente presents a saborear cada garfada da refeição o que irá fazer com que comamos menos quantidade e nos sintamos mais saciados no final.

Eu estive a analisar alguma informação muito esclarecedora do Institute for the Psychology of Eating e concluí que a Nutrição Corpo Mente concentra-se na maneira como a mente tem uma profunda influência no corpo no que toca à maneira como metabolizamos a comida. Ou seja, a psicofisiologia de como a digestão, a assimilação de nutrients ou a queima de gorduras são directamente influenciadas pelas emoções. Isto significa que o que comemos é tão importante como a maneira como comemos, porque quem somos ao comer impactua directamente a digestão. Assim sendo, é importante fazermos escolhas saudáveis em relação à comida e é igualmente importante comermos no estado fisiológico óptimo para receber o total valor nutricional de uma refeição (é possível ler mais sobre como a nossas emoções afectam directamente a digestão no livro Gut: The Inside Story of Our Body’s Most Underrated Organ da Dra. Giulia Enders). De acordo com estudos científicos, o stress pode provocar:

  • Desregulação do apetite (levando as pessoas a comer mais ou menos, tipicamente mais, visto que procuram nutrir-se através da comida)
  • Aumento dos níveis de cortisol e insulina, que provocam ganho de peso e armazenamento de gordura (o corpo está constantemente em stress o que significa que entra em modo de correr ou lutar e, como tal, tende a acumular todos os recursos energéticos que conseguir armazenar)
  • Diminuição do crescimento dos músculos
  • Problemas digestivos, matar a bacteria saudável e provocar não absorção de nutrientes (um livro bastante esclarecedor dentro deste tema é The Microbiome Diet: The Scientifically Proven Way to Restore your Gut Health and Achieve Permanent Weight Loss do Dr. Raphael Kellman)
  • Aumentar os níveis de colesterol
  • Desregular a tiróide e as hormonas
  • Criar mais susceptibilidade para alergias a comida

Está mais do que visto que o stress tem um forte impacto na digestão. Há dois tipos de stress: os stressors comuns dos quais normalmente estamos conscientes (trabalho, estilo de vida) e os stressors relacionados com a maneira como pensamos. É possível criar a química do stress no nosso corpo (aumentar o batimento cardíaco e a pressão arterial, por exemplo) apenas com alguns dos pensamentos que escolhemos alimentar. É por esta razão que a Nutrição Corpo Mente é tão ponderosa: porque faz com que realmente olhemos para nós próprios como um todo, um único organismo, onde cada escolha ou acção vai ter impacto directo, ao invés de olharmos para a digestão como algo separado e independente. Os stressors auto-induzidos podem ser: culpa em relação à comida, vergonha em relação ao corpo, julgarmento ou ideias pré-concebidas em relação à saúde, apenas para mencionar alguns. A psicologia da comida resulta porque cada pessoa tem uma relação única com a comida e com a maneira de comer, guiada pelas suas crenças, maneira de pensar ou emoções.

Então como é que os óleos essenciais podem ajudar?

Os óleos essenciais podem suportar o sistema humano contra o stress, contra o falso apetite (apetite emocional) e também podem ajudar o organismo a regular-se. Para além disso, os óleos essenciais acalmam a digestão e contribuem para a bactéria saudável, o que significa que activam partes do corpo que apoiam a perda de peso e/ou o encontro do equilíbrio corporal. Também suportam as emoções e ajudam a manter a consciência no acto de comer. O uso contínuo dos óleos essenciais certos pode ser a peça que faltava para alcançar os objectivos dum programa de fitness e também pode libertar a digestão e o apetite de pradrões emocionais.

No próximo post eu vou partilhar os principais óleos essenciais que apoiam os padrões de apetite relacionados com aspectos emocionais.

 

Se deseja apoiar o trabalho do Skin at Heart, visite a minha página do Patreon para receber informação exclusiva.

Deixar uma resposta